Capítulo 01

O prelúdio para uma nova jornada

Dois anos se passaram desde que Serena e as meninas derrotaram Sailor Galáxia e o universo enfim encontrou seu equilíbrio. O curso que Darien iria realizar nos Estados Unidos, abriu turma no Japão, deixando Serena muito feliz, já que seu amado não precisaria viajar para a América. A cidade estava calma e todos poderiam enfim descansar de longas batalhas e desfrutar das coisas mais simples e prazerosas da vida como um passeio ao fim da tarde, piqueniques nos jardins  ou simplesmente estar entre amigos.

Isso era um dos sonhos de Serena que enfim, pensa ter realizado, de ser uma garota comum, de ter uma vida comum  apesar de suas habilidades especiais, mas que por algum motivo sabia que ainda não estava tudo tranquilo. Não sabia explicar o porquê, de se sentir tão estranha em alguns momentos, mesmo tendo derrotado o Chaos, ficava alguma coisa vaga no ar e que seus sonhos não tinham muita importância, embora ás vezes fossem esses sonhos algum tipo de aviso, resolveu não se prender a eles. O que mais para  frente não teria sido essa uma boa ideia.

As meninas estão no terceiro ano do colegial em Juuban High, com exceção de Rei que permanece no colégio feminino. Um ano importante na vida das garotas, não só pela proximidade de enfim cursar uma faculdade, mas porque também iriam presenciar um fenômeno muito lindo no céu que ocorre a cada 1.000 anos – o alinhamento dos planetas. Todos nas cidades estavam muito empolgados com esse acontecimento. No comércio, nas escolas, todos os lugares para onde se olhava, tudo lembrava o universo. Nas escolas, as atividades das feiras de ciências e festivais tinham como tema o universo, mitologia grega e antiguidade, abordando deuses gregos e egípcios, o que empolgou muito os alunos, já que não era um assunto muito explorado nos ambientes de aula.

Mas a verdade é que ninguém poderia imaginar o que estaria por vir depois daquela luta que aconteceu há dois anos. Faltavam duas semanas para o início das aulas, e como as meninas viajaram bastante, saíram para cinema, teatros e piqueniques nos parque, decidiram se reunir ao menos três vezes por semana no Templo Hikawa para reverem as matérias e se prepararem para o vestibular. Serena deseja fazer faculdade de literatura ou letras ou até mesmo astrologia, (para espanto da maioria), Amy: medicina como já era de se esperar por ter em sua mãe um grande exemplo, Rei: artes cênicas, Lita: gastronomia ou paisagismo e Mina: conservatório de música ou educação física.

Setsuna aprofundou-se em conhecimentos do universo e dá palestras nas escolas e universidades. Michiru, Haruka e Hotaru continuam no Colégio Mügen, em seus 3º e 1º ano do colegial respectivamente. Rini está no futuro, estudando para ser uma princesa dedicada e treinando para dominar melhor os poderes do cristal de prata do futuro, mas às vezes vem ao passado rever seus amigos.

Enquanto isso no templo Hikawa:

Ami: Meninas, precisamos nos esforçar se quisermos atingir boas colocações nos vestibulares. Sei que ainda estamos de férias, mas, será muito bom se pudermos nos aprimorar, afinal depois de tantas lutas temos que nos recuperar não acham?

Serena: Ah! Ami, para você é fácil falar já que sempre tira as melhores notas, (com carinha de piedade) enquanto eu até tenho me esforçado e bastante até, mas ultimamente… Serena faz uma pausa.

O que foi? – perguntaram as meninas em coro.

Tem algo te preocupando, fala. – disse Rei.

Serena: Não, não é nada não, bobagem meninas. Está tudo bem sim. Não vamos estragar esse momento de paz e tranquilidade não é mesmo?

Está com febre Serena? – pondo a mão na testa da amiga. Nunca vi você agir assim antes – disse Mina com tom de humor.

Mina, você e seus comentários hein. Não toma jeito mesmo! – repreendeu Lita, mas percebendo que tinha alguma coisa no ar embora não entendesse muito bem o que era.

Serena: Sabe o que é gente? Não sei qual faculdade escolher.*cara de indecisa*

O quê???? – as meninas arregalam os olhos e caem para trás de tamanho susto ao ouvirem isso.

É. Acho que devo concordar com a Mina. Serena deve estar com febre, mas é mais provável que sua cabecinha esteja é leve como um balãozinho não é cabecinha de vento? – disse Darien ao chegar na sala onde estavam, o que deixou Serena corada. E todos riram.

Darien: Meninas, eu vim buscar a Serena para darmos uma volta, vocês querem carona pra casa?

Sim Darien, aceitamos.

Então a gente se vê amanhã já que é sexta-feira e assim poderemos curtir o último fim de semana de férias – disse Ami.

Em algum lugar no espaço…

No universo, em um belo palácio, uma mãe se angustia com a partida de seu filho. Ele já havia participado de várias missões de expedição e também no exército de seu reino. Porém essa nova missão poderia trazer sérias consequências, não somente a morte, mas se sua missão falhasse poderia mudar todo o universo e a bela dama de lindos cabelos dourados morreria.

No salão Via Láctea, Sailor Galáxia aguardava ansiosamente por alguém.

Galáxia: Onde está esse menino? Winston, tem certeza que você avisou o jovem príncipe para vir até aqui o mais rápido possível?

Winston: Certamente, Majestade. Ele brevemente estará aqui.

Galáxia: Uma missão de extrema importância o aguarda e ele me faz uma coisa dessas? – anda impaciente de um lado para o outro .

Então um garoto chega na sala do trono do palácio de Galáxia.

Winston: boa tarde, Alteza.

Galáxia: Já era tempo. Winston, deixe-nos a sós.

Winston: Certamente, com licença.

Galáxia: Serei clara e concisa. Notaste que os planetas do Sistema Solar estão se alinhando?

O garoto que cuja identidade era misteriosa pelas sombras da sala que escondiam o seu rosto, fez um sinal de positivo.

Galáxia: Sinto que uma grande batalha está por vir. Uma grande energia maligna está se dirigindo ao planeta Terra.

O rapaz vira as costas para a rainha dourada e ela por sua vez o puxa pela gola da camisa.

Galáxia: Espere aí rapazinho, eu ainda não terminei.

O garoto hesita em voltar, mas acaba acatando a ordem de Galáxia.

Galáxia: Não é tão fácil assim. Se fosse, eu não te enviaria para esta missão. Você será enviado para auxiliar as Sailors. Sem a sua ajuda, elas não terão chance contra este inimigo.

Desta vez o garoto resolve falar

Garoto: Espere aí! Devagar com o andor que o santo é de barro. Você está me enviando para ajudar quem tentou te matar a alguns anos atrás, é isso? (todo esbaforido)

Galáxia: Mas…

Garoto: Como uma guerreira tão forte quanto você pôde perder para simples humanas? E você ainda quer que eu ajude quem quis te machucar? Ah, negativo. Se você quisesse que eu as matasse, aí sim a coisa mudaria de figura.*cara de mal*

Galáxia ergue a mão e esbofeteia o rosto do garoto como sinal para se calar.

Galáxia: Perdão, não queria lhe machucar a face, (recolhendo a mão junto ao peito), mas não podia ficar quieta diante de tantas calúnias contra aquelas que me salvaram; em especial Sailor Moon, que com seu brilho me fez voltar a ver a luz da esperança. Elas não quiseram me matar em momento algum. Só me ajudaram, expulsando Chaos que estava aprisionado em meu corpo e então recuperei a razão e a esperança. Chaos sim era quem estava aos poucos, tomando conta de todo o meu ser, de toda a bondade que possuía e que estava sendo encoberta por sua energia negra. Eu sim que me sinto envergonhada às vezes por lembrar que por um instante matei a todas e estava prestes a tirar a vida daquela que foi minha salvadora.

O garoto se recobrando do tapa de Galáxia, que não era um tapa comum retruca.

Garoto: Ah, então já que elas são tão boas assim, elas que derrotem esse inimigo sozinhas. Não vou bancar o herói que salva menininhas mimadas e indefesas – desdenha da situação.

Neste momento, ouve-se uma melodia de flauta muito familiar. Ail e Ann entram no salão principal.

Ail: Escute a sua mãe, rapaz. O que ela diz deve ser levado a sério.

Ann: Ela está corretíssima em dizer que as Sailors vão precisar de você, e pelo que vi nas cartas, você precisará delas e muito mais do que possa imaginar.

O rapaz se surpreende com a visita repentina de seus amigos Ail e Ann.

Garoto: Ail, Ann. Que surpresa boa. Há  tempos que não nos vemos. Gostaram do planeta Blossomia?

Ann: Sim, é muito agradável, a Makaiju também se adaptou muito bem e está muito bonita. Esplendorosa como há muito tempo não ficava. Boa tarde, Majestade.

Ail: Você precisa nos visitar. Já construímos nosso santuário lá. Saudações, Majestade.

Galáxia: É bom revê-los, garotos. Quem sabe vocês coloquem um pouco de razão nesse moleque que está irredutível.

O garoto dá um soco no chão e esbraveja.

Garoto: Como assim eu vou precisar das Sailors? Elas só me atrapalhariam, são fracas, assim como todos os humanos!

Ann: Não seja tolo. Escute. Vou mostrar isso nas cartas para você. E cuidado para não arrebentar o chão do palácio. Capaz de você por o palácio abaixo antes mesmo de eu mostrar as cartas.

Ail começa a tocar a sua flauta e Ann joga as cartas para cima, as cartas flutuam e formam imagens.

Ann: Nosso Sistema Solar, o alinhamento, observe.

Garoto: Um planeta negro se aproxima e vários corpos se dirigem à Terra, tá e daí?

Ann: Agora você vê as Sailors lutando, elas são derrotadas uma a uma, e Sailor Moon morre de maneira trágica. A Terra explode e o milênio de prata é todo tomado pelas trevas.

Garoto: Mas espera aí, agora esse planeta é Galáxia! Eu estou lutando e Sailor Galáxia está morta! E eu não resisto e acabo morrendo. Chega, Ann. Já me convenceu.

Ann recolhe as cartas e Ail pára de tocar.

Ail: E então? Depois disso ainda vai cruzar os braços como um garoto mimando ou vai agira como um verdadeiro guerreiro?

Garoto: Claro que não, vou procurar o meu falcão e partiremos imediatamente.

Galáxia: Muito obrigada, garotos. Vocês sempre colocam uma luz nesse menino. Tenha em mente que esta é uma missão arriscada, ouviu rapazinho?

Garoto: E eu tenho escolha? E fique você sabendo que eu não tenho medo de morrer. Lutarei com todas as minhas forças, por Galáxia! E os outros seres vivos na Terra não tem culpa. Esse trágico fim só devia descer sobre os humanos, eles sim merecem pagar com a própria vida.

Ann: Ainda com impressões erradas dos humanos. É bom que vá para a Terra, para que tire suas próprias conclusões. Você ainda irá se surpreender com eles. Ainda tem muito o que aprender amigo.

Garoto: Aprender? (indaga de foram irônica) Mas eu já li todos os livros sobre a Terra na biblioteca de Galáxia. Winston vivia me enchendo as paciências para ler livros e mais o que quer que fosse sobre a Terra e; em todos eles, os humanos são citados como seres desprezíveis, egoístas, gananciosos e insolentes.

Ail: Bom, você descobrirá que existem vários tipos de humanos, mas não vou te dizer por que quero que você descubra isso sozinho. E livros…bem, eles nem sempre estão totalmente certos. Afinal só são relatos. – olhando de esguio para Wiston, que se encontrava á sombra de um dos pilares.

Garoto: Certo, estou mais do que convencido, vou preparar a Lorelei e arrumar as coisas.

Galáxia: Esse é o meu bebê. Então prepare-se que será uma viagem longa.

Garoto: Mãe, corta essa  de filhinho da mamãe e tudo o mais de “inho” que queria acrescentar. Quando eu estiver com tudo pronto eu volto aqui para me despedir. Ail, Ann, vocês querem me dar uma mãozinha?

Ann: Ah, claro. Será muito bom, afinal vocês homens sem mulheres por perto costumam ser um pouco mal organizados – sorri

Ail: Faz um tempo que não vejo a grande Lorelei, vai ser um prazer te ajudar. Agora só falta inserir o programa de adequação aos padrões de casas da Terra.

Ann: Sistemas verificados, combustível OK, tudo OK.

Garoto: Obrigado, gente! Agora é só abastecer com a parafernália que eu vou levar daqui de Galáxia.

Hórus: Leve apenas o necessário, jovem mestre. Não vamos nos exceder, porque a Terra é tecnologicamente atrasada em relação à Galáxia e ao Milênio de Prata.

Garoto: Vou levar meu som, é lógico! Isso tem na Terra, tem que ter. Ah, meus apetrechos de cozinha, meu grill, meu escorredor de macarrão, minhas esteiras de enrolar sushi, e isso, e aquilo. Pronto, tudo adequado aos padrões da Terra.

Ail: Bom, temos que ir. Boa sorte nesta missão.

Ann: Lembre-se de se despedir de sua mãe, viu? Tchau.

Ail e Ann se teletransportam.

Hórus: Ouviu o que seus amigos disseram não é, jovem mestre?

Garoto: Sim, frango assado, já estou indo.

Quando o jovem mestre e Hórus (seu fiel falcão), chegam no salão principal, encontram o trono vazio e Winston sentado em uma cadeira.

Garoto: Winston, onde está a minha mãe?

Winston: Ela está em seu quarto, Alteza.

Garoto: Certo, estou indo. Deseje-me sorte, Winston.

Winston: Sim, Alteza. Os deuses galaxianos sempre estarão contigo.

E no quarto do jovem guerreiro, ele encontra a sua mãe sentada na cama chorando, vendo uma foto sua de quando era criança no colo dela.

Garoto: Mamãe?

Galáxia: Filho, a sua mala está pronta…

Garoto: Mãe você está chorando, por quê?

Galáxia: Você vai partir de novo e estou com um péssimo pressentimento, coisas de mãe.

Garoto: Calma, mãezinha, você vai ver que vou derrotar esse inimigo novo rapidinho e voltar pra cá.

Galáxia: Queria que fosse fácil assim. Você consegue transmitir paz nas suas palavras, mas não é uma missão fácil, filho. Tenho muito medo de te perder. Entende que um passo em vão e você pode morrer?

Garoto: Ai mãezinha, nunca te vi assim. A grande senhora Galáxia (fazendo gesto de grandeza com as mãos para o alto) nunca foi assim: temerosa. Você sempre foi tão forte, tão imponente e agora está parecendo uma manteiga derretida.

Galáxia: Parece que estou dando um mau exemplo pro meu filho (sorri), eu mesma disse pra você sempre ser forte o tempo todo não é mesmo?

Garoto: Não esquenta com isso, mãe. Uma pergunta: Por que você está olhando pra essa foto?

Galáxia: Para lembrar do meu principezinho quando tinha só 800 anos. Você cresceu tanto e virou um belo rapaz. Eu também estou chorando de felicidade porque criei um garoto muito especial, apesar das dificuldades na guerra das Sailors.

Garoto: Mamãe…*uma lágrima escorre em sua face *

Garoto e Sailor Galáxia se abraçam.

Galáxia: Acabe com todos eles e volte logo, tá bom?

Garoto: Pode deixar comigo, se for depender de mim e do Hórus, vamos detonar e depois voltaremos para comemorar.

Galáxia: Lembre-se que irá ajudar as Sailors na medida do possível, elas vão precisar de você e você delas.

Garoto: Está bem, mamãe.

Galáxia: Não esqueça de escovar os dentes todos os dias, limpar atrás das orelhas, enxugar no meio dos dedos, passar fio dental no meio dos dentes, etc, etc…

Garoto: OK…*ouço essas recomendações de mãe superprotetora desde a minha primeira missão como guerreiro, alías, antes atpe, desde os meus primeiros disa de treinamento*

Galáxia: Isso é tudo, agora pode ir.

Garoto: Tchau, mamãe.

Então o príncipe guerreiro se dirige ao aeroporto e parte com a nave Lorelei em direção à Terra. Não demora muito tempo para o majestoso planeta Galáxia se transformar em apenas mais um ponto no universo e finalmente desaparecer. O rapaz coloca a Lorelei em piloto automático e vai descansar um pouco.

“Sailors, eu ainda não perdoei vocês de terem tentado machucar a minha mãe, porém essa missão parece que é séria, vou pensar em ajudá-las.”

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2 respostas para Capítulo 01

  1. Miya disse:

    parece interessante a historia, vou ver mais…

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